3 catalisadores para o mercado cripto para o ano de 2020

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O ano começou cheio de dúvidas em relação ao desempenho da economia mundial e com as tensões acirradas entre Irã e Estados Unidos. Foi interessante como resultado desse embate na primeira semana de janeiro analisar como o preço do bitcoin se comportou.

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Nitidamente, nos momentos de maior tensão de janeiro, o bitcoin teve uma resposta positiva, mas quando essas tensões foram dissipadas o preço reagiu negativamente.

A discussão, além do pragmatismo de como o preço se comportou com as notícias, fica por conta do argumento que alguns especuladores podem ter levado o preço a subir na esperança de que bitcoin se comportasse como um porto seguro em crises mundiais, e não que ele realmente tenha tido tal comportamento.

Por isso, devemos encarar o fato em termos práticos e as suas implicâncias para o nosso bolso. Logo, o que podemos apenas afirmar é que uma guerra entre países a exemplo do ensaio do começo do ano, seria um catalisador para o mercado cripto e principalmente para o bitcoin.

Por outro lado, não apenas uma guerra poderia ser um catalisador positivo para o mercado esse ano.

Posso enumerar pelo menos 3 catalisadores que devem trazer bons ventos e com isso em mente preparei o nosso artigo de hoje.

Irei falar sobre como o futuro lançamento da primeira moeda do Banco Central chinês, o lançamento, ou não da Libra (moeda do Facebook) e o halving do bitcoin podem ajudar a colocar as criptomoedas novamente em foco na economia global.

Primeiro catalisador: Moeda do Banco Central chinês

Não faz muito tempo que Xi Jinping, presidente da China, veio a público falar como o a China trata a oportunidade na qual os benefícios que a tecnologia blockchain podem eventualmente trazer a sua nação. Em suas próprias palavras, a China será a líder mundial desse mercado e se tornará a principal referência no assunto.

Bastou isso para que várias empresas e empreendedores chineses começassem a especular que futuro era esse que Xi Jinping estaria propondo. Consequência disso foram as buscas pelo termo blockchain, criptomoedas e bitcoin dispararem no país.

Daquele momento até final de 2019, se supôs muito sobre como poderá ser a tomada dessa liderança e quase tudo apontava para o lançamento da primeira moeda de um Banco Central de uma potência.

Com o poder centralizado e a capacidade de execução do país, a velocidade na qual a integração dessa moeda pode ser feita dentro do território chinês é imensa. Até agora o que sabemos é que as cidades de Shenzhen e Suzhou serão as primeiras a testarem a criptomoeda e que o governo já fez parceria com 7 empresas locais, entre elas bancos e empresas de telecom.

A minha visão se objetiva que quando o governo chinês realmente colocar a sua moeda para ser usada como meio de troca, ainda que em fase de teste nessas duas cidades, a consequência direta é que o mundo volte a falar de forma instantânea em blockchain, criptomoedas e bitcoin.

Como em um esforço de reação, o governo americano deve se pronunciar sobre isso e possivelmente falar sobre o movimento que faz a respeito dessa tecnologia. Tal evento aumentará a repercussão de todo ecossistema, também acho pouco provável tal evento não refletir nos preços da criptomoeda.

Assim, acredito que esse é o principal catalisador do mercado cripto para ser aguardado ainda nesse primeiro semestre. Além disso, pode ser que a Libra (moeda do Facebook) se favoreça desse embate entre Estados Unidos e China.

Como símbolo do capitalismo americano, a Libra pode funcionar como uma forma dos EUA não sair atrás na corrida pelo domínio desse novo mercado. Apesar de não acreditar tanto nesse desfecho, ele pode acontecer sim.

Segundo catalisador: A Libra sendo discutida nas câmaras americanas

Pode até ser que a sua e a sensação do mercado tenha esfriado e que nunca mais tenha esfriado em relação a Libra, mas o mercado também sabe que o trabalho por trás das cortinas continua trabalhando intensamente. Mark Zuckerberg não montou uma divisão focada em blockchain dentro do Facebook, composta por dezenas de especialistas, para desistir no primeiro empecilho que surgisse.

Por outro lado, o projeto liderado por David Marcus, ex-CEO do Paypal, tem pelo menos 8 empresas de lobby trabalhando na tentativa de educar e convencer parlamentares americanos a permitir que o projeto seja pelo menos lançado. Por isso, muito trabalho tem sido feito fora dos holofotes da mídia.

Depois de ser sabatinado pelos congressistas em duas sessões nas câmaras americanas, o projeto Libra foi responsável pelo maior processo educativo que políticos de uma nação tiveram em tão pouco tempo a respeito de criptoativos.

Inclusive, durante uma dessas audiências públicas na qual o congresso americano ouviu especialistas, um dos deputados chegou a usar o termo “shitcoin” para se referir a péssimos projetos de criptomoedas. Além do momento de euforia, porque um termo tão nativo ao mercado foi proferido por um congressista, tivemos a certeza que muitos líderes políticos estudaram esse mercado a fundo.

Dessa forma, acredito que a Libra, tendo sucesso ou não em seu lançamento, dentro ou fora do solo americano, o seu papel para apoiar o desenvolvimento do mercado será muito positivo. Digo isso porque vários investidores institucionais e empreendedores que não olhavam para criptoativos com bons olhos, acabaram de certa forma realizando uma releitura de sua própria postura. Em meu ponto de vista, se o líder de uma das maiores empresas do mundo está levando cripto a sério, todos devem dedicar um pouco do próprio tempo para entender do que se trata.

Dessa forma vejo que naturalmente, no processo de se fazer ser entendida pelos políticos americanos, a Libra vai dar legitimidade ao mercado cripto, o que deve ser um catalisador tanto para a adoção, quanto para um novo ciclo de alto principalmente no bitcoin.

Terceiro catalisador: O Halving do bitcoin

Se você tem mais tempo de mercado, e viveu o último halving, acha que esse evento, que diminui a quantidade de bitcoins produzidos pela metade, deve impactar diretamente os preços. No entanto eu tenho uma opinião diferente e a deixei ela bem clara em uma publicação anterior.

Não acredito que uma queda de 900 bitcoins na oferta, aproximadamente 8 milhões de dólares, deva impactar um mercado que negocia mais de 1 bilhão de dólares nas 10 principais corretoras do mundo. Mesmo assim, o halving tem uma narrativa muito boa que convence parte dos que acreditam no bull market.

Isso acontece principalmente porque essa leitura do choque de oferta que impacta os preços foi feita em 2012 por ninguém menos que Vitalik Buterin, idealizador e criador do Ethereum.  Naquele momento o impacto era real e a queda da recompensa de 50 para 25 bitcoins por bloco foi significativa e pode ter causado uma diminuição da pressão vendedora dos mineradores e consequente escalada dos preços.

Por outro lado, hoje essa retirada de 900 bitcoins diários da oferta não representará grande fatia do volume negociado. Mesmo assim, a narrativa do halving que sempre teve força pode ajudar a catalisar o mercado simplesmente por se tratar de uma profecia autorrealizável. Se os investidores acreditarem que o preço vai subir e começarem a comprar um ativo ele por consequência irá subir.

Aliado a isso, o fato que depois do halving a taxa de inflação anual do bitcoin será de 1,8%, o que representa uma taxa de inflação menor que a meta de inflação do governo americano, só fortalece a tese de bitcoin como reserva de valor. Isso deverá ser usado em várias manchetes pelo mundo a partir de maio, quando o halving de fato acontece.

Por ser um evento quadrienal, ele sempre ganha destaque no ano e tem chances, ainda que pequenas, de ser um catalisador de preço. Vale lembrar que isso só é possível porque estamos falando de um ecossistema muito novo o qual ainda não sabe precificar.

Conclusão

Dos 3 catalisadores, o halving é o que parece ter menos fundamentos para influenciar os preços do bitcoin, mas ainda sim merece sua atenção. Dos outros dois catalisadores, o que mais me dá esperança para um ano melhor do que foi 2019 é o lançamento da moeda do Banco Central Chinês. Caso esse fato se concretize, a Libra também deve voltar ao foco, e ambos casos somados devem consequentemente aumentar a demanda de compra por bitcoins, o que reflete em um aumento de preços.

É muito claro para os investidores de qualquer mercado que os investidores em geral compram na alta e vendem na baixa. Possivelmente se os preços do bitcoin vierem a testar novas máximas, esse será outro catalisador para um ano tão exponencial, no quesito preço, como foi 2017 para todo o mercado.

Além desses três catalisadores que citei no artigo de hoje, qual outro você considera de igual força? Entra em contato comigo pelo Instagram e me diz o que eu deixei passar. Adoro receber feedbacks.

Abraço e até a próxima.

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Sobre o Autor:

André Araujo – Engenheiro mecatrônico formado pela USP que adora consumir conteúdos de inovação. Foi para o mercado financeiro por um desejo pessoal de investir melhor seu dinheiro e descobriu o bitcoin nessa jornada. Desde 2015 investe em cripto e em 2017 passou a viver profissionalmente desse nicho de mercado. Hoje é obstinado por procurar as melhores ideias de investimento na criptoeconomia.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são de responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião da XDEX ou de seus controladores.

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