Banco Central da China quer criar sua própria criptomoeda em resposta à Libra do Facebook

Banco Central Chinês

SÃO PAULO – Anunciada oficialmente no dia 18 de junho, a Libra, criptomoeda criada pelo Facebook, já é apontada por muitos como o ativo que se tornara um meio de pagamento digital global. E isto ligou o alerta para a China, que se preocupa com a chance de perder seu poder econômico para os Estados Unidos.

Durante uma coletiva em julho, Wang Xin, diretor do Banco Popular da China (PBoC), afirmou que o gigante asiático irá desenvolver sua própria moeda digital como resposta à Libra exatamente por conta da relação que a criptomoeda do Facebook pode ter com o dólar americano.

“Se a criptomoeda estiver intimamente associada ao dólar americano, ela poderia criar um cenário em que moedas soberanas coexistiriam com moedas digitais centradas em dólar”, afirma o diretor.

“Mas, em essência, haveria um chefe, ou seja, o dólar americano e os Estados Unidos. Se assim for, traria uma série de consequências políticas, econômicas, financeiras e até internacionais”, destacou Xin indicando um temor sobre o uso da moeda do Facebook.

Criada em parceria com 27 empresas, a Libra tem a intenção de se tornar um meio de pagamento global, sendo possível utilizá-lo para todo tipo de transação, desde as menores como boletos até grandes transferências.

Sua recepção, porém, não foi boa. Reguladores temem não só este controle financeiro por apenas um grupo, mas também o acesso do próprio Facebook às informações da Libra, principalmente após os recentes escândalos envolvendo a empresa de Mark Zuckerberg.

Toda esta disputa ressalta que estamos apenas no começo de uma corrida global para a criação de moedas digitais soberanas. E diferente do que se tem visto com a Libra, esta disputa deve favorecer bastante o ambiente de criptoativos e melhorar sua aceitação globalmente conforme a concorrência leva a um esforço para que cada um entregue o melhor serviço.

No Brasil, esta disputa pode ajudar no desenvolvimento de projetos próprios no País, que sofrem com pouco incentivo, levando a saída de muitas pessoas para tentarem financiamento em outros países. Além disso, o surgimento de moedas soberanas pode acelerar o processo de inclusão dos ativos digitais, os quais a população em geral ainda tem muito preconceito e pouco conhecimento.

Nos últimos meses, diversos empresas e corretoras tentaram não só estimular o investimento em criptomoedas, mas educar as pessoas sobre o assunto. A XDEX, por exemplo, possui dois cursos, um focando em Bitcoin e outro nas demais moedas digitais, além de uma plataforma amigável tanto aos mais experientes quanto aos leigos no assunto, trazendo facilidade e ferramentas adequadas para cada investidor.

Especialistas em criptoativos recomendam o investimento neste mercado como forma de diversificar a carteira. Como é possível abrir uma conta em uma corretora de forma gratuita e comprar Bitcoin e outras moedas com pouco dinheiro (muitas plataformas permitem negociar com apenas R$ 0,01, sem cobrar taxas), o investidor pode começar com pouco dinheiro para se familiarizar com este mercado.

O Facebook deu apenas o primeiro passo. Dificilmente a Libra se tornará uma moeda digital única global, mas ela já está colocando o dedo na ferida e fazendo o mundo se movimentar. A China é a primeira a entrar oficialmente nesta disputa, que agora só tende a ganhar mais competidores. Isso será bom para o mercado, e o investidor pode aproveitar desde já.

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