Cripto Semanal #31

Cripto Semanal #31

Institucional
8 de julho de 2019 por XDEX
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Mais uma semana de alta no bitcoin e nos criptoativos como um todo. Nesta manhã de segunda, a cotação do BTC testava os US$ 12 mil. Analisando todos os ativos, o valor de mercado situa-se ao redor de US$ 335 bi. Comparando a alta no mercado verificada desde o início de abril, é importante notar
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Mais uma semana de alta no bitcoin e nos criptoativos como um todo. Nesta manhã de segunda, a cotação do BTC testava os US$ 12 mil. Analisando todos os ativos, o valor de mercado situa-se ao redor de US$ 335 bi.

20190708 Tabela - Cripto Semanal #31

Comparando a alta no mercado verificada desde o início de abril, é importante notar como cresceram os volumes de negociação nas exchanges globais. A máxima histórica, em termos de preço, foi alcançada em dezembro de 2017. Contudo, pela ótica do giro financeiro nas exchanges, estamos batendo recordes neste momento.

20190708 Volume - Cripto Semanal #31

Tanto pelo volume diário quanto pela média móvel de 30 dias, o mercado ultrapassou as marcas atingidas em 2017.

Apesar de haver incerteza quanto à precisão das estatísticas divulgadas por cada exchange — e já tratamos deste assunto em cartas passadas mencionando estudos investigativos como o da empresa Bitwise –, o fato é que, analisando a mesma fonte de dados, fica evidente o expressivo aumento dos volumes de negociação mundo afora.

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Uma pergunta recorrente, especialmente em momentos de forte oscilação de preço (para cima ou para baixo), é por que o bitcoin subiu? Quais os fatores que explicam a recente escalada na cotação?

Embora não haja um único fator — e, sejamos honestos, é impossível determinar quais são os fatores com certeza –, há inúmeros elementos que devem ser considerados para avaliar o que está acontecendo no mercado de criptoativos.

Muitos daqueles que são inerentes à tecnologia, ao setor, ao ativo em si, já foram comentados por aqui anteriormente. Porém, há o outro lado da moeda (com o perdão do trocadilho) que é a conjuntura macroeconômica.

Sim, há os fundamentos do próprio bitcoin (escasso, inconfiscável, etc.); mas há também os fundamentos das moedas fiduciárias, a começar pelo dólar, a moeda de reserva mundial, o qual deve seguir por uma rota de desvalorização, isto é, redução das taxas de juros e/ou novas rodadas de quantitative easing (afrouxamento monetário).

A economia americana está se aproximando do fim do mais longo ciclo de expansão, as taxas de inflação seguem abaixo da meta de 2% (na Europa e no Japão também), a economia da Zona do Euro está tecnicamente em recessão, os bancos europeus estão em situação delicada e com a rentabilidade comprimida (em virtude dos juros negativos), o Banco Central Europeu já prometeu mais flexibilização da política monetária com mais compras de ativos em larga escala.

O que falar da China? Olhando o quadro macro, é muito preocupante. Conta corrente virando deficitária pela primeira vez em décadas, déficit fiscal, câmbio fixo e um dos sistemas bancários mais alavancados do planeta.

Todos os sinais levam a um único caminho: mais desvalorizações das principais moedas mundiais. E quando o valor do dinheiro cai, sobe o preço de todo o resto. Especialmente o preço daqueles ativos percebidos como de segurança, procurados em tempos de crise, como o ouro e, crescentemente (embora ainda de forma marginal), o bitcoin.

Por isso, quando me perguntam “qual o teto para o preço do bitcoin?” costumo responder devolvendo a seguinte pergunta: qual o piso para o dólar?

Uma boa semana a todos!

Fernando Ulrich,
Analista-Chefe da XDEX.
www.xdex.com.br

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