Cripto Semanal #33

Cripto Semanal #33

Institucional
24 de julho de 2019 por XDEX
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Na última semana, o mercado de criptoativos permaneceu relativamente estável (para padrões “cripto”). O bitcoin passou alguns dias acima do patamar de US$ 10 mil, mas nesta manhã de quarta, está sendo negociado por cerca US$ 9.700. Considerando o valor de mercado total, nos situamos no nível de US$ 265 bi. Mas, não foi o
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Na última semana, o mercado de criptoativos permaneceu relativamente estável (para padrões “cripto”). O bitcoin passou alguns dias acima do patamar de US$ 10 mil, mas nesta manhã de quarta, está sendo negociado por cerca US$ 9.700.

Considerando o valor de mercado total, nos situamos no nível de US$ 265 bi.

Mas, não foi o movimento dos preços que capturou a atenção de todos nos últimos dias. O assunto que segue dominando as discussões na criptosfera é ela: a Libra do Facebook.

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“Mudança está aqui, as moedas digitais existem”

Se na primeira audiência da semana passada o bitcoin foi o grande ausente, na segunda, no Comitê de Serviços Financeiros, o oposto aconteceu.

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  • “As moedas digitais existem, a tecnologia do blockchain é real, e a entrada do Facebook neste novo mundo é apenas a confirmação”, afirmou o Congressista Patrick McHenry.”

O ponto alto da sua fala, contudo, não foi esse, mas sim quando afirmou que o “bitcoin é uma força imparável” e que o Congresso não deve tentar “deter essa inovação”.

A entrada das “BigTechs” no mercado

Um dos motivos que considero a entrada das “BigTechs” no mercado de criptomoedas ou pagamentos é justamente a inevitável comparação com o bitcoin e demais criptos.

  • A Libra será realmente descentralizada?
  • Será possível abarcar bilhões de desbancarizados de fato?

Ou a promessa de inclusão financeira tende a ficar apenas na promessa?

Os diferenciais do bitcoin

Ao contrastar o bitcoin com a Libra, as peculiaridades de cada são mais bem entendidas e os diferenciais do bitcoin são realçados: verdadeiramente descentralizado, não inflacionável e não confiscável. Não apenas os congressistas, como também a imprensa e o público em geral passam a perceber o propósito e utilidade de cada tecnologia.

Concordo com o Congressista McHenry, a mudança definitivamente está aqui. Negá-la ou rechaçá-la não tem mais sentido.

E quando encaramos a instituição do dinheiro como algo que evolui ao longo do tempo — assim como qualquer outro produto, setor ou tecnologia –, estamos testemunhando essa evolução no âmbito monetário, embora de forma paralela ao status quo.

O padrão dólar

Ray Dalio, um dos maiores gestores de hedge fund do planeta, tem escrito sobre a evolução do dinheiro também. Mas, neste caso, sobre suas preocupações com o padrão monetário vigente — o padrão dólar — e a nova mudança de paradigma que ele prevê, com uma intensificação das políticas expansionistas dos Bancos Centrais e a eventual desvalorização de suas moedas. Neste cenário, concluiu Dalio no seu recente artigo intitulado “Paradigm Shifts”, o investidor atento deve aumentar sua alocação em ouro. Só faltou agregar “e no bitcoin também”.

Qual o próximo padrão monetário no fim do século XXI?

Falando em mudança de paradigmas, esta semana marca o 75º aniversário do acordo de Bretton Woods, o último padrão monetário ancorado no ouro que teve seu fim decretado unilateralmente pelo presidente Richard Nixon em agosto de 1971 ao anunciar o “fim da conversibilidade do dólar em ouro”.

Qual será o padrão monetário no fim do século XXI? Talvez o dólar retenha esse posto, talvez outra moeda nacional o suplante, talvez voltemos a uma commodity escassa como âncora de todas as moedas. Talvez essa commodity seja física, talvez ela seja digital. O certo é que a mudança está em marcha.

Uma boa semana a todos,
Fernando Ulrich.

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