Cripto Semanal #45

Cripto Semanal #45

Institucional
16 de outubro de 2019 por Fernando Ulrich
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A semana que passou foi de relativa estabilidade para as criptos. Não houve grandes variações de preço, e o valor de mercado global se manteve ao redor de US$220 bilhões. Mas isso não quer dizer que o marasmo imperou no noticiário. Longe disso. Nova orientação aos investidores de cripto Para começar, a Receita Federal dos
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A semana que passou foi de relativa estabilidade para as criptos. Não houve grandes variações de preço, e o valor de mercado global se manteve ao redor de US$220 bilhões.

Mas isso não quer dizer que o marasmo imperou no noticiário. Longe disso.

20191016 Tabela 1 - Cripto Semanal #45Nova orientação aos investidores de cripto

Para começar, a Receita Federal dos EUA (Internal Revenue Service, IRS) divulgou nova orientação aos investidores de cripto. Na verdade, como bem comenta o advogado Marco Santori, não há muita novidade. Trata-se mais de um compilado com alguns esclarecimentos, especialmente sobre airdrops e forks.

Outro órgão importante nos EUA, desta vez o regulador de commodities e futuros, a CFTC, emitiu uma opinião importante para a indústria. Embora não seja uma comunicado oficial, o head da instituição,Heath Tarbert, em entrevista ao Yahoo Finance, afirmou que o “ether é uma commodity es está sob a jurisdição da CFTC.” Sem dúvida, esse é um marco importante, inclusive para que surjam produtos mais sofisticados como futuros e opções também para o ether.

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Falando em futuros, o grupo CME tuitou sobre o crescimento do interesse de institucionais no terceiro trimestre de 2019 e compartilhou um gráfico com o recorde de “open interest” por grandes investidores nos seus contratos futuros de bitcoin.

Deserção de membros relevantes do projeto Libra

Mas a notícia mais importante dos últimos dias foi a deserção de membros relevantes do projeto Libra, a criptomoeda do Facebook. VISA, Mastercard, Stripe, Ebay, MercadoPago todos anunciaram a sua partida do consórcio citando preocupações regulatórias. David Marcus, head da Calibra, comentou sobre o ocorrido alertando aos críticos que não “decretassem ainda o fim da Libra.”

O fato inconteste é que o projeto suscita sentimentos contrários de grande parte do congresso americano por conta dos escândalos de privacidade do Facebook. Essa, sem dúvida, é uma variável fundamental na equação.

O estado não admite concorrência de moeda

A outra, porém, é mais fundamental e diz respeito ao paradigma monetário vigente: o estado não admite concorrência de moeda. Simples assim. Basta ver os casos do e-gold e do Liberty Reserve. Não há espaço para alternativas providas pelo mercado. Pagamento, inovações financeiras, sem problema. Mas uma moeda privada, emitida por empresa ou consórcio de empresas, isso não será tolerado.

Será que a Libra realmente sai do papel? Se tivesse que apostar, diria que não. Até porque o tema começa a ser discutido no âmbito do G7, indo além da Libra e abrangendo inclusive qualquer stablecoin. Num relatório ainda não publicado oficialmente, o grupo afirma que “nenhuma stablecoin deve estar operacional até que todos os riscos regulatórios, legais e de supervisão sejam devidamente endereçados;”

Paper sobre a “classificação de criptoativos

Por fim, compartilho um avanço importante em território nacional. No início de outubro, a ANBIMA divulgou um paper sobre a “classificação de criptoativos”. Fruto de um trabalho do Grupo de ICO e Criptoativos (vinculado ao Grupo Consultivo de Inovação da entidade), o documento busca ser um material introdutório e explicativo capaz de nivelar o conhecimento acerca do tema e auxiliar os agentes e reguladores do mercado de capitais.

Caso tenha perdido alguma carta semanal, clique aqui.

Uma boa semana a todos,
Fernando Ulrich.

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