Criptomoeda é seguro?

Criptomoeda é seguro?

Criptomoedas
18 de dezembro de 2019 por XDEX
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Há três grandes riscos relacionados às criptomoedas: risco de mercado (ou de preço), risco de sistema (ou técnico) e risco de usabilidade. Por vezes, eles estão relacionados e podem ser interdependentes. Mas nem sempre esse é o caso. Entendamos um a um. 1-Risco de mercado: Não há nenhuma garantia de valor de mercado de uma
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Há três grandes riscos relacionados às criptomoedas: risco de mercado (ou de preço), risco de sistema (ou técnico) e risco de usabilidade. Por vezes, eles estão relacionados e podem ser interdependentes. Mas nem sempre esse é o caso. Entendamos um a um.

1-Risco de mercado: Não há nenhuma garantia de valor de mercado de uma criptomoeda. Não há como predizer quanto uma determinada criptomoeda valerá na semana que vem ou no próximo ano. Não há nenhuma entidade encarregada ou capaz de sustentar a cotação do ativo no mercado internacional. O preço de uma unidade de um ativo digital – ou o poder de compra da moeda – é determinado pelas leis de oferta e procura nos mercados especializados ao redor do globo.

Há centenas de exchanges de criptomoedas no mundo todo que concentram boa parte da liquidez, e, de forma paralela, existem o mercado OTC (over the counter) e o “peer-to-peer”, no qual indivíduos transacionam diretamente entre si.

Na determinação do preço, no caso do bitcoin, parte da equação é sabida de antemão por todos os participantes do sistema, pois a quantidade que pode ser criada foi definida no nascimento do protocolo: 21 milhões de unidades, todas perfeitamente divisíveis. E essa é uma regra pétrea.

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Contudo, não podemos prever como se comportará a demanda pela moeda digital. Há uma boa dose de previsibilidade sobre o seu potencial, mas garantia de uma demanda mínima ou estável, simplesmente inexiste.

Nada nos assegura que os detentores da criptomoeda não acordem amanhã com uma opinião diferente, passando a considerar esse ativo uma bobagem que deve ser desovada a qualquer custo, despencando a demanda e fazendo desabar seu preço.

O risco de mercado estará sempre presente. Alguns aspectos podem ser mais mitigados que outros. Mas uma coisa é certa: a cotação será sempre flutuante. Para o bem e para o mal.

2-Risco de sistema: Esta é uma das maiores preocupações – e com razão – dos novos usuários: a segurança do sistema. Se não há nenhuma autoridade responsável, como podemos confiar que não roubarão nossas contas? Como podemos ter certeza de que não haverá fraude? Quem garante o funcionamento da rede?

Todas essas questões são preocupações pertinentes. Anteriormente vimos como funciona o processo de segurança da rede. Porém, para um entendimento pleno – e inevitavelmente mais técnico – é necessário recorrer a leituras especializadas sobre o tema.

Em termos de teoria dos jogos, as regras do bitcoin são uma verdadeira façanha. Satoshi Nakamoto, o inventor do bitcoin, conseguiu fazer os custos serem sempre superiores aos benefícios em ações mal-intencionadas. Dito de outra forma, o que um ator mal-intencionado tem a ganhar é sempre menor que os custos que terá de incorrer para tentar corromper o blockchain. É mais rentável seguir as regras do sistema que tentar burlá-las.

Por isso, o blockchain nunca foi violado, nunca foi hackeado, muito embora ele tenha sido alvo de ataques desde seu início. Jamais foi desviado um mísero satoshi (0,00000001 BTC). Nenhum minerador tampouco teve sucesso em criar mais bitcoins do que o protocolo estabelece a cada momento. Porque, apesar de não existir um ente centralizado incumbido de assegurar a autenticidade das transações, todos os usuários estão a todo instante monitorando o sistema, fazendo com que as regras sejam cumpridas.

O bitcoin não é controlado por ninguém individualmente, mas sim por todos os participantes coletivamente. Esse modelo de segurança é uma absoluta quebra de paradigma em um sistema financeiro.

Isso não quer dizer que o bitcoin seja perfeito e imune a qualquer falha. Longe disso. Como qualquer software, o bitcoin é um sistema vivo e em constante aprimoramento. Bugs foram encontrados e sanados no passado. Alguns mais vitais que outros.

Vulnerabilidades futuras poderão ser descobertas e, dependendo da relevância, podem minar a confiança no sistema como um todo. O fato de ser um software com código-fonte aberto mitiga esse risco, pois há um número considerável de desenvolvedores, especialistas e voluntários testando continuamente o código do bitcoin em busca de falhas e oportunidades de melhoria.

3-Risco de usabilidade: esse é o risco com maior potencial de gerar perdas aos usuários. Praticamente não há remédios contra o mau uso, mas há muitas formas de preveni-lo. Outras criptomoedas oferecem riscos maiores, obviamente. Tanto de mercado, quanto de sistema e usabilidade. É necessário estudar cada uma individualmente para poder aferir tais riscos.

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