DeFi – Decentralized Finance

DeFi – Decentralized Finance

Mercado e Tendências
17 de setembro de 2019 por Paulo Junqueira
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A palavra que está em voga atualmente no cenário de criptomoedas é DeFi – Decentralized Finance. Finanças descentralizadas (DeFi) é o movimento que alavanca o software de código aberto e as redes descentralizadas para transformar produtos financeiros tradicionais em protocolos confiáveis ​​e transparentes, que são executados sem intermediários desnecessários. Ou seja, são essencialmente ferramentas financeiras
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A palavra que está em voga atualmente no cenário de criptomoedas é DeFi – Decentralized Finance.

Finanças descentralizadas (DeFi) é o movimento que alavanca o software de código aberto e as redes descentralizadas para transformar produtos financeiros tradicionais em protocolos confiáveis ​​e transparentes, que são executados sem intermediários desnecessários. Ou seja, são essencialmente ferramentas financeiras convencionais construídas em uma Blockchain – especificamente o Ethereum.

Pode também ser definido como estruturas modulares para criar e emitir ativos digitais e são projetados para conferir vantagens notáveis de operar em uma Blockchain pública, como resistência à censura e acesso aprimorado a serviços financeiros.

O DeFi possui muitos casos de uso, entre eles, predição de mercados (Augur), para jogos (CryptoKitties) e empréstimos (Dharma Protocol). Entretanto, o ponto em comum entre todos os aplicativos descentralizados é a desintermediação através da introdução de arquitetura de rede descentralizada, como uma Blockchain ou um Tangle.

Ao comparar o DeFi ao sistema financeiro tradicional, podemos apontar os seguintes pontos favoráveis:

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  • Empréstimos extra fronteiriços, de qualquer lugar para qualquer lugar no globo. Os credores situados em regiões de alta liquidez raramente podem se conectar com pequenos mutuários em mercados emergentes.
  • Empréstimos Peer-to-peer. É quase impossível para pequenos mutuários ou credores ignorar os intermediários. Os custos e taxas involucrados são quase sempre altas. Para pequenos e até grandes investidores se tornarem credores, o melhor que eles podem fazer é comprar ações de um banco, fundo especializado ou fundo de hedge.
  • Transferências de dinheiro entre fronteiras. Nesses casos os intermediários geralmente assumem a maior parte dos lucros gerados por essas transferências. A liquidez geralmente seca exatamente quando é mais necessária, geralmente após temores econômicos gerados por decisões humanas.
  • Transparência no processo de concessão de empréstimos. Os principais fatos sobre onde ou como solicitar um empréstimo, por que você foi aceito ou rejeitado e o que fazer a seguir estão envoltos em uma nuvem de sigilo.

Como mencionado no artigo, os produtos e serviços que mais chamaram atenção do mercado são:

  • Open Lending Protocols: empréstimos abertos e descentralizados que oferecem inúmeras vantagens sobre as estruturas de crédito tradicionais, incluindo:
  • Integração com emprestar / pedir empréstimo de ativos digitais
  • Colateralização de ativos digitais
  • Liquidação instantânea de transações e novos métodos de empréstimo garantido
  • Nenhuma verificação de crédito, o que significa acesso mais amplo a pessoas que não podem acessar os serviços tradicionais
  • Padronização e interoperabilidade – também podem reduzir custos com automação

Até agora, o produto mais popular da DeFi tem sido a moeda estável Dao Maker, a Dai, que é apoiada por empréstimos colaterais (também conhecidos como CDPs – posições de dívida colateralizada). Os usuários bloqueiam o Ethereum como garantia em contratos inteligentes para gerar Dai (até 66% do valor bloqueado da ETH).

O Dharma é um aplicativo de empréstimo descentralizado que permite aos usuários pedir empréstimo de Ethereum, mesmo que não tenham pontuação de crédito ou conta bancária. Atualmente, possui cerca de US $ 10 milhões em Ether bloqueado.

A impressionante mudança na narrativa de aplicativos da Ethereum coincidiu com a enorme popularidade de ferramentas financeiras abertas nos produtos. Por exemplo, um relatório recente da Bloqboard sobre protocolos de empréstimos abertos destacou que os empréstimos pendentes ativos de quatro protocolos de empréstimos abertos – MakerDAO, Dharma, dYdX e Compound Finance – aumentaram 1.200% em 2018, atingindo US$ 72 milhões.

Entretanto, o DeFi ainda possui desafios, embora não haja dúvida de que o ele é um dos fenômenos mais promissores na cena cripto no momento, ele ainda está em estágio inicial. E isso vem com sua própria parcela de incertezas.

Um dos maiores riscos dos aplicativos DeFi é que você confia no código-fonte aberto. Com o tempo, muitas pessoas estão analisando esse código e sempre há a chance de alguém invadir os contratos inteligentes e roubar todas as chaves. É por isso que aplicativos DeFi populares como o Dai foram auditados por empresas de segurança conhecidas como o Trail of Bits.

O setor de DeFi ainda é extremamente subdesenvolvido. De acordo com o DeFi.Review, Maker DAO, a maior plataforma DeFi tem US$ 346 milhões bloqueados. Isso é seguido pelo EOSREX, uma plataforma DeFi para empréstimos com EOS, que possui US$ 296 milhões em ativos. No entanto, o terceiro maior serviço, a Compound, possui apenas US$ 32 milhões em ativos, o que mostra que o setor ainda é muito incipiente. Isso significa que os usuários precisam ser especialmente cautelosos ao usar plataformas DeFi.

A tecnologia ainda é hostil ao usuário e propensa a vulnerabilidades. Levará algum tempo até que os protocolos de segurança estejam em vigor e a tecnologia seja realmente segura.

E enquanto o DeFi cobre uma ampla gama de áreas – de remessas a derivativos e investimentos – seu setor mais promissor envolve crédito e empréstimos. Isso porque, graças à abertura, segurança e transparência das Blockchain, é possível disponibilizar empréstimos e créditos para um grupo maior de pessoas do que nunca, enquanto a interoperabilidade das Blockchain abre a possibilidade de criar um espectro de novos produtos para empréstimos e serviços.

Sobre o Autor:

Paulo Junqueira – Paulo Junqueira é um gestor com mais de 15 anos de experiência em consultoria de gestão estratégica e organizacional. Atua no mercado de criptomoedas desde 2016 e atualmente presta consultoria para startups que pretendem lançar ICO, IEO e/ou STO. Formado em Administração Pública pela FGV em 2002 e mestrado em 2005 pela Universidade de Barcelona.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são de responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião da XDEX ou de seus controladores.

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