O Bitcoin como solução para um mundo distorcido de taxas negativas

O Bitcoin como solução para um mundo distorcido de taxas negativas

Mercado e Tendências
7 de novembro de 2019 por Leandro Guerra
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As taxas de juros negativas têm “consequências adversas que não entendemos completamente”, Jamie Dimon, CEO da J.P. Morgan Chase. Embora o J.P. Morgan em diversas oportunidades errou com suas opiniões sobre o Bitcoin, a afirmação acima é realmente precisa. À medida que o crescimento econômico mundial diminui, os bancos centrais estão se voltando para sua
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As taxas de juros negativas têm “consequências adversas que não entendemos completamente”, Jamie Dimon, CEO da J.P. Morgan Chase.

Embora o J.P. Morgan em diversas oportunidades errou com suas opiniões sobre o Bitcoin, a afirmação acima é realmente precisa.

À medida que o crescimento econômico mundial diminui, os bancos centrais estão se voltando para sua arma de defesa: cortes na taxa de juros para estimular o crescimento em regiões como a Europa. Porém, nos últimos anos elas mudaram para se tornar a norma.

Hoje, segundo a Bloomberg, cerca de US$ 17 trilhões estão alocados em ativos com rendimentos negativos, o que significa que alguns investidores estão se tornando tão avessos ao risco que estão dispostos a pagar aos governos para manterem seu dinheiro. Nesta lista estão países como Japão, Suécia, Dinamarca, Suíça e o Banco Central Europeu. Além disso, diversos títulos públicos já pagam juros negativos – ou seja, você paga para o banco ou governo guardar o seu dinheiro. Na Figura abaixo, temos o exemplo alemão, onde todos os títulos já estão precificados negativamente.

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Gráfico de Taxa de Juros

E isto vai se espalhar para a economia real. É possível que, aqui na área do euro por exemplo, empréstimos ao consumidor sejam oferecidos em breve a uma taxa de juros negativa. Vamos supor que os bancos da zona do euro recebam crédito do Banco Central Europeu (BCE) por -2% ao ano: os bancos tomam emprestado 100 euros e, após um ano, pagam 98 euros de volta. Assim, os bancos obtêm facilmente um lucro de 2 euros. No entanto, o BCE permitirá que os bancos emprestem apenas a taxas de juros negativas na condição de emprestar o dinheiro para o consumidor.

Digamos que este empréstimo seja de -1%, dando a eles 100 euros e recuperando 99 euros depois de um ano. No geral, o banco obtém lucro de 1 euro: ganha 2 euros por empréstimos junto ao BCE e perde 1 euro no negócio de empréstimos.

Além disto, temos a componente de destruição de riqueza: quando as taxas são negativas em termos reais ou nominais, o dinheiro não é mais útil para o consumo. Quanto mais baixas as taxas, mais investidores sentem que precisam economizar, do contrário os rendimentos serão sempre mais pífios. Ao entrar no mundo negativo, a riqueza é simplesmente corroída. Some isso ao enorme acúmulo de dívida pública e privada em todo o mundo e a baixa qualidade de grande parte dessa dívida. Seria este o próximo subprime?

E aqui está a armadilha dos bancos centrais: planificação da economia!

Existe um ponto de vista brilhante do Thorsten Polleit, professor honorário da Universidade de Bayreuth e colunista na versão em inglese do Mises.org . Segundo ele, se alguém puder repentinamente obter um empréstimo com uma taxa de juros negativa, é de se esperar que a demanda por crédito fique fora de controle. Para impedir que isso aconteça, o BCE terá que recorrer ao racionamento de crédito: determina antecipadamente quantos novos empréstimos deseja conceder e depois aloca esse montante de crédito. O mercado de crédito não decide mais quem recebe o quê, quando e em que termos e condições; essas decisões são tomadas pelo BCE.

O ponto então é: de acordo com quais critérios os empréstimos devem ser alocados? Os setores econômicos intensivos em emprego devem ser favorecidos? Os novos empréstimos devem ir apenas para as “indústrias do futuro”? As indústrias enfraquecidas devem ser apoiadas com crédito adicional? Ou o sul da Europa deveria obter mais do que o norte da Europa? Essas questões já indicariam que a economia planejada é estabelecida por meio de uma política de taxas de juros negativas.

Mais do que nunca, o BCE reinará sobre o crédito: determinará efetivamente o que será financiado e produzido, onde e quando; determinará quem estará em posição de comprar e consumir a crédito. Como autoridade central de planejamento, o BCE – ou os grupos que influenciam muito suas decisões – determina tudo: quais indústrias serão promovidas ou suprimidas; quais economias podem crescer mais que outras; quais bancos comerciais nacionais podem sobreviver e quais não são. Bem-vindo à economia planejada na zona do euro!

O fim do dinheiro físico, mas não do dinheiro estatal

Alguns economistas querem abolir o dinheiro em papel. Muitos economistas argumentam que devemos eliminar o dinheiro de papel para que os bancos centrais do mundo possam mais facilmente “ficar negativos” (ou seja, impor taxas de juros negativas aos poupadores). Essa iniciativa, em teoria, ajudaria bastante a sustentar a economia global em caso de recessão grave.

O problema é que em um mundo sem dinheiro com taxas de juros negativas, os governos eliminariam efetivamente qualquer riqueza escondida ou salva. Você não pode economizar dinheiro, porque taxas de juros negativas significam que você está pagando ao banco. Só que você não pode retirá-lo ou mantê-lo embaixo de um colchão, porque isso é impossível quando não existe dinheiro físico. Bem-vindo à era do dinheiro eletrônico.

A solução para este problema: o dinheiro “eletrônico”

Então chegamos a um paradoxo? A solução para o problema gerado pelo fim do dinheiro em papel para impor a era do dinheiro eletrônico é ele mesmo?

Não. A solução é a adoção em larga escala do Bitcoin. Sabemos que ele é descentralizado, escasso e deflacionário. Os usuários do Bitcoin estão no controle total de suas transações; é impossível para os usuários forçar transferências indesejadas ou despercebidas como pode acontecer com outros métodos de pagamento. Os pagamentos com Bitcoin podem ser feitos sem informações pessoais vinculadas à transação. Isso oferece uma forte proteção contra roubo de identidade. Os usuários do Bitcoin também podem proteger seu dinheiro com backup e criptografia.

Além disso, temos a transparência e a neutralidade: todas as informações sobre a oferta de dinheiro Bitcoin em si estão prontamente disponíveis na blockchain para que qualquer pessoa para verificar e usar em tempo real. Nenhum indivíduo ou organização pode controlar ou manipular o protocolo Bitcoin porque é criptograficamente seguro. Isso permite que o núcleo do Bitcoin seja confiável por ser completamente neutro, transparente e previsível.

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Sobre o Autor:

Leandro GuerraEngenheiro por formação, cientista de dados por vocação e fundador do Outspoken Market. Desde jovem entendi a importância da ciência dos dados no mundo e o valor da liberdade, que é o caminho a seguir.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são de responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião da XDEX ou de seus controladores.

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