O Bloco Gênese do Bitcoin

O Bloco Gênese do Bitcoin

Tecnologia
3 de janeiro de 2019 por XDEX
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O primeiro bloco minerado. Exatamente uma década atrás tinha início o grande experimento monetário (e voluntário) do século XXI: o Bitcoin. No primeiro bloco minerado por Satoshi Nakamoto, uma mensagem alusiva à crise financeira mundial: The Times Chancellor on brink of second bailout for banks (The Times Chanceler à beira do segundo resgate aos bancos). Essa
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O primeiro bloco minerado.

Exatamente uma década atrás tinha início o grande experimento monetário (e voluntário) do século XXI: o Bitcoin.

No primeiro bloco minerado por Satoshi Nakamoto, uma mensagem alusiva à crise financeira mundial:

The Times Chancellor on brink of second bailout for banks (The Times Chanceler à beira do segundo resgate aos bancos).

Essa era a capa do dia do jornal britânico The Times.

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De lá para cá, pouca coisa mudou. Quem abrir os jornais hoje, encontrará as notícias sobre a fragilidade da banca europeia, a dívida pública recorde dos Estados Unidos, a queda dos mercados financeiros globais, a instabilidade do sistema.

A crise financeira segue latente. Ainda sentimos os efeitos da grande crise de 2008.

Uma alternativa emergente.

A grande novidade é que hoje há uma alternativa a tudo isso. Há uma saída. Por enquanto, é uma pequena portinhola de emergência.

Mas à medida que os banqueiros centrais vão fechando o cerco, lacrando todas as saídas e trancafiando os cidadãos dentro dessa (des)ordem monetária, o bitcoin vai abrindo novas brechas, novas janelas, novas portas, sinalizando uma alternativa, o caminho para um novo sistema financeiro, mais livre, mais honesto, mais justo.

Com seus dez anos de existência, a inovação do Bitcoin prova ao mundo dia após dia o que ela realmente é: uma verdadeira façanha tecnológica, um feito da mente humana.

A rede opera de forma ininterrupta, todos os dias da semana, todos os dias do ano, com um nível de confiabilidade inigualável (uptime de mais de 99,8%), sem nenhum caso de fraude no seu blockchain e — para a surpresa ou perplexidade de todos — sem nenhuma autoridade central coordenando todo o seu funcionamento.

Nós costumamos subestimar o impacto de revoluções tecnológicas, especialmente quando estamos em meio a uma. Todas as grandes invenções da humanidade nos últimos dois ou três séculos foram vistas por muitos com ceticismo, desdém, ou descrença. Os exemplos são inúmeros: o telégrafo, o automóvel, a televisão, o computador pessoal, a internet.

Com o Bitcoin não será diferente. Talvez só assimilemos todas as repercussões e os efeitos dessa invenção extraordinária daqui duas ou mais décadas.

Por ora, comemoremos o aniversário de dez anos do Bitcoin. Estamos apenas no início do início de uma longa jornada.

Fernando Ulrich,
Analista-chefe da XDEX.
www.xdex.com.br

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