O futuro do Bitcoin

O futuro do Bitcoin

Tecnologia
19 de setembro de 2019 por Leandro Guerra
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Você no momento deve ter ouvido falar sobre Bitcoins e deve ficar imaginando o que acontecerá no futuro, seja se você já os tem ou seja porque deseja comprar as suas primeiras criptomoedas. Primeiro de tudo, é preciso ter clareza sobre o que o Bitcoin é. Depois, precisamos entender o que considerar quando for comprar
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Você no momento deve ter ouvido falar sobre Bitcoins e deve ficar imaginando o que acontecerá no futuro, seja se você já os tem ou seja porque deseja comprar as suas primeiras criptomoedas.

Primeiro de tudo, é preciso ter clareza sobre o que o Bitcoin é. Depois, precisamos entender o que considerar quando for comprar ou manter os seus Bitcoins em carteira.

Então comecemos…do começo. O sistema financeiro atual é baseado em um conceito muito frágil chamado de sistema de reservas fracionárias. Os bancos surgiram da necessidade das pessoas terem algum lugar seguro para guardar suas riquezas. Você ia até eles, entregava suas posses e eles te davam um certificado assegurando que aquilo era seu e que você poderia resgatá-las novamente assim que necessário. E  é aqui que a história fica muito interessante.

Com o tempo, este “recibo” dos seus bens começaram a ser usados como meio de troca. Como ele era a garantia de que aquele bem estava seguramente armazenado, não havia a necessidade de, ao efetuar um pagamento, voltar ao banco, resgatar os bens e dar à outra pessoa. Bastava dar o recibo transferindo a posse daqueles bens.

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Claro, nossa criatividade enquanto seres econômicos não pa-ra por aqui. Algum dono destes bancos antigos perceberam que as retiradas ou troca dos bens não aconteciam simultaneamente. Em teoria, eles poderiam então o dar dinheiro para alguém com a promessa de um pagamento futuro com um adicional pelo risco de não pagamento e do custo do dinheiro no tempo: o nosso famoso empréstimo dos dias de hoje. E este é o conceito de reservas fracionárias. Nem todo o dinheiro que está em circulação possui o seu equivalente nas reservas dos bancos. E este é o calcanhar de Aquiles do sistema.

E por quê?

Porque o principal risco do sistema de reservas fracionárias é a chamada “corrida bancária”. Simplesmente, se todos os correntistas atuais resolvessem sacar o seu dinheiro, o banco não tem o suficiente para todo mundo. Repito: se todos os clientes resolverem sacar ao mesmo tempo, o banco não tem o dinheiro para dar. Um absurdo? Eu as vezes não durmo a noite pensando nisso!

Atualmente existem regulamentações que ajudam a amenizar este problema. Os bancos são obrigados a manter uma reserva na qual o regulador do sistema julga seguro manter para evitar que em uma hipotética corrida aos bancos, exista dinheiro para quem quiser sacar. Mas mesmo assim, estes complexos cálculos, como eu disse, apenas amenizam a situação dando uma certa margem de segurança. Mas o problema ainda existe.

Um caso recente de uma corrida bancária foi no Chipre, em 2013. O sistema bancário do país ruiu. Muitas pessoas simplesmente perderam todo o seu dinheiro.

Mas o bancos historicamente pagam alguma coisa a você para remunerar este risco. É a tão conhecida poupança. Porém, em uma época de liquidez abundante e juros baixos – até mesmo negativos – esta remuneração é ainda mais irrisória do que já foi. Pior: em alguns países os juros são negativos, significando que se você depositar 100 euros, vai receber 99.50 no final. Outro absurdo: você está pagando para o banco emprestar o seu dinheiro, com o risco de não o receber de volta.

Em algum momento este sistema irá mudar, dadas as inúmeras evidências de que ele é irracional. E, existe atualmente, um catalizador desta mudança: o Bitcoin.

Assim sendo, o Bitcoin pode ser considerado um sistema de pagamento ponto a ponto que oferece uma alternativa ao sistema financeiro que temos atualmente. Ele é deflacionário, escasso e não precisa de intermediários para existir. Nem é controlado por ninguém, seja uma autoridade, seja um banco central. É um sistema de pagamentos descentralizado.

De tudo isto, podemos inferir que a tendência de longo prazo do preço do Bitcoin é de alta e que a mudança do sistema já começou. Ainda não é possível dizer quem vai triunfar, o próprio Bitcoin ou até mesmo alguma outra tecnologia que ainda não nasceu. Porém a mudança de paradigma é inevitável.

E a pergunta de um milhão de dólares: quanto vai custar o Bitcoin no futuro?

Ninguém sabe. E ninguém é capaz de prever. Existem pessoas como John McAfee, como Tom Lee e muitos outros dando seus palpites sobre o preço do Bitcon em dólar, chegando a cifras como 1 milhão de dólares. Mas, de verdade, a sua preocupação deveria ser apenas de acumular mais moedas. Quanto vale R$1? R$1!. Quando vale 1 Bitcoin? 1 Bitcoin. Então não importa a paridade com outra moeda fiat. Importa a quantidade de Bitcoins que você tem.

Adicionalmente, existem naturalmente os riscos relacionados à existência do Bitcoin. Devemos estar atentos a velocidade de adoção, melhorias na tecnologia e ainda a regulamentação. Você deve ponderar estes fatores ouvindo opiniões diversas, mas nunca deve tomar uma decisão apenas pela empolgação do preço ou porque algum amigo falou que era um investimento para ficar rico rápido.

Pense no Bitcoin como uma alternativa aos seus investimentos. Tenha um plano de acumulo e pense sempre como adquirir mais moedas. E por fim, tenha paciência. Bitcoin é um ativo de longo prazo. A maioria das pessoas que investem com esta mentalidade ganha dinheiro sem ter que fazer esforço todos os dias. Vale muito a pena.

Um abraço e até o próximo artigo!

Sobre o Autor:

Leandro Guerra – Engenheiro por formação, cientista de dados por vocação e fundador do Outspoken Market.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são de responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião da XDEX ou de seus controladores.

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