O que é Blockchain e como ele funciona

O que é Blockchain e como ele funciona

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31 de outubro de 2019 por XDEX
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A disrupção do Blockchain Vídeo: O que é blockchain? A criação das criptomoedas mudou não apenas a forma como conhecemos e usamos o dinheiro hoje em dia, como também trouxe consigo uma tecnologia por trás das moedas digitais com um potencial disruptivo limitado apenas à imaginação da mente humana. O nascimento do Bitcoin apresentou ao
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A disrupção do Blockchain

Vídeo: O que é blockchain?

A criação das criptomoedas mudou não apenas a forma como conhecemos e usamos o dinheiro hoje em dia, como também trouxe consigo uma tecnologia por trás das moedas digitais com um potencial disruptivo limitado apenas à imaginação da mente humana. O nascimento do Bitcoin apresentou ao mundo o chamado Blockchain. Diversos profissionais de diferentes áreas acreditam que essa tecnologia tem o potencial de revolucionar tantos setores do mercado que já imaginam uma nova fase da internet, a Internet do Valor.

Não por acaso, empresas como a Nasdaq desenvolvem projetos de negociação e registro de ativos baseados em blockchain. Esse também é o caso de diversos países, como a Suécia, que estão testando a tecnologia para registrar títulos de propriedade de imóveis e terra.

A revista britânica The Economist definiu a tecnologia como o “Protocolo da Confiança”. Ela tem razão, porque o blockchain, enquanto protocolo, distribui a confiança entre todos os participantes da rede, removendo pontos centrais ou únicos de falha, tornando o sistema incrivelmente robusto e seguro.

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Nenhuma entidade, governo, órgão regulador ou empresa pode confiscar a conta dos usuários. Isso significa que ninguém pode ser impedido de usar a rede ou ter seu acesso bloqueado. É um sistema realmente aberto para quem quiser participar.

Apesar da extrema transparência – as transações são públicas e visualizáveis por todos – a identidade dos usuários mantém-se protegida, o que provê alto grau de priva- cidade. Isso ocorre porque os usuários na rede são identificados através de um “endereço público” que não passa de uma sequência alfanumérica que, dificilmente, pode ser vinculado a eles.

Por ser uma rede descentralizada, peer-to-peer, os usuários podem transferir fundos sem depender de nenhum intermediário ou terceiro de confiança.

Devido ao conjunto de regras e a força computacional investida – temas que serão tratados abaixo –, a rede jamais foi violada em mais de nove anos de operação ininterrupta. A segurança do blockchain – o livro contábil digital onde estão registradas todas as transações do sistema – é um atributo marcante e fundamental que propicia a qualquer usuário detentor de bitcoins a plena garantia de que seus saldos não serão desviados ou apropriados indevidamente por ninguém – contudo, é claro, que se adotem as práticas de armazenamento seguro das carteiras.

A segurança e o blockchain

Um dos fatores que muitos daqueles que estão começando a estudar o bitcoin e criptomoedas com características similares a ele possam não entender logo de início é a ausência de uma empresa, dono ou entidade central responsável pelo funcionamento do sistema e sua segurança.

As respostas às perguntas “Quem controla? Quem está por trás da rede?” geram perplexidade à primeira vista. Isso é natural. Não estamos acostumados a esse tipo de organização. Sempre buscamos identificar alguém responsável, um incumbente, alguém com poder de decisão. Quando tentamos aplicar esse modelo mental ao bitcoin, a coisa não funciona.

Ao contrário de empresas tradicionais, como instituições financeiras, que mantêm sua contabilidade em dia, com sistemas fechados, onde o acesso é restrito a atores previamente autorizados, no bitcoin a rede é aberta a qualquer usuário, bem como à manutenção da contabilidade e segurança do sistema.

Uma vez que inexiste um responsável único pela validação e comprovação de autenticidade das transações, é delegada a qualquer usuário a tarefa de segurança da rede. O incentivo para prover tal serviço – essencial para o pleno funcionamento do protocolo – é justamente a criação de novos bitcoins, limitados a uma quantidade máxima de 21 milhões de unidades.

Mas, para ganhar a recompensa de novos bitcoins, não basta apenas validar e registrar as transações na rede, é preciso também resolver um problema computacionalmente custoso de ser solucionado. Uma espécie de Sudoku criptográfico: um problema difícil de resolver, porém, uma vez solucionado, de comprovação bastante simples.

No caso do bitcoin, esse problema, chamado de Prova-de-Trabalho (Proof-of-

-Work), é tão difícil que demora sempre em média dez minutos para ser solucionado. Quanto mais usuários dedicarem força computacional para a validação e registro de transações, mais difícil se torna o problema (o sistema calibra a dificuldade de forma automatizada).

Todo esse processo de validação, registro, resolução da Prova-de-Trabalho e recompensa de bitcoins é chamado de mineração – uma alusão ao processo de extração e refino do ouro. Esse mecanismo é o coração da rede, o que mantém ela pulsando. Mineração equivale à segurança do sistema.

Mas, onde exatamente são registradas as transações? Em um registro de dados permanente totalmente digital, imutável e verificável por qualquer um. Através das regras e incentivos de uma rede P2P (descentralizada), criptografia e força computacional que usuários do mundo todo empregam, o grande livro contábil que é o blockchain do Bitcoin segue funcionando de forma ininterrupta por mais de dez anos, sem ter ao menos uma falha de segurança em todo o seu histórico.

Blockchain: a revolução dentro da revolução

Se originalmente “blockchain” significava nada mais que o nome dado ao livro contábil digital do bitcoin, hoje o termo transcendeu a ponto de ser considerado uma tecnologia em si tão ou mais revolucionária que as criptomoedas. Neste contexto, aliás, moedas digitais seriam, talvez, uma mera ramificação, ou aplicação, da tecnologia do blockchain.

Uma variante do blockchain é o chamado DLT (“distributed ledger technology”), uma espécie de “blockchain” fechado, em que o acesso é restrito a partes predeterminadas. Neste caso, os mecanismos de segurança e confiança diferem do blockchain aberto e descentralizado. Questionasse se sequer deveriam ser enquadrados dentro do conceito macro de blockchain. Mas o fato é que são alardeados como pertencentes à mesma tecnologia.

Bitcoin além do dinheiro

O primeiro uso de blockchain não monetário ocorreu, ironicamente, no dia do nascimento do bitcoin. Quando da mineração do primeiro bloco do blockchain (bloco gênese), no dia 3 de janeiro de 2009, Satoshi Nakamoto incluiu uma mensagem que nada tinha a ver com a transação de criação de 50 bitcoins. Nela estava escrito: “The Times – Chancellor on brink of second bailout for banks”, simplesmente a manchete do jornal britânico “The Times” daquele dia.

Mais que uma crítica velada à instabilidade do sistema financeiro vigente, a mensagem serviu o propósito de comprovar existência da tecnologia em uma data específica.

Desde então, muito usuários passaram a vislumbrar outras formas de utilizar o blockchain do bitcoin para a inserção de outras informações, outros registros ou referências digitais. Por que fazer isso? Qual a vantagem ou benefício em utilizar o blockchain?

A imutabilidade é um dos principais fatores que fez a tecnologia blockchain se destacar tanto nos últimos anos. No momento em que uma transação ou qualquer informação é registrada em um bloco, computacionalmente falando, é inviável adulterá-la ou até mesmo removê-la do blockchain depois de um determinado período.

Não surpreendentemente, diversos projetos surgiram nos últimos anos inovando sobre o blockchain do bitcoin para explorar todas as aplicações possíveis. Empresas como a Factom, OriginalMy (startup brasileira), Chain, e afins, estão todas desenvolvendo soluções para alavancar outros usos do blockchain.

Países como Suécia e Honduras já estão testando o registro de terras e imóveis em blockchain, enquanto a Nasdaq busca introduzir a negociação e o registro de ativos como ações por meio dessa tecnologia inovadora.

Obviamente, não existe apenas o blockchain do bitcoin. Hoje há muitas outras criptomoedas ou blockchains inspirados no bitcoin, mas que não necessariamente com- partilham dos mesmos atributos.

No espectro de imutabilidade, bitcoin está no extremo mais imutável e seguro quanto possível neste momento – devido às regras do sistema e descomunal força computacional investida na rede. Porém, este não é o único atributo desejável para toda e qualquer aplicação em blockchain.

Outras aplicações

Das diversas aplicações que a tecnologia do blockchain oferece, uma das mais interessantes são os contratos inteligentes (smart contracts), contratos auto executáveis, onde os termos do mesmo são escritos em linhas de código não alteráveis. Esse mecanismo permite que dois ou mais indivíduos quaisquer façam um acordo e tenham a garantia que este será cumprido, independentemente de quem são as partes.

Os ICOs (Initital Coin Offerings), emissão de novos ativos para o financiamento de novos projetos, são baseados nessa nova tecnologia, onde a grande maioria é desenvolvida na própria plataforma do Ethereum.

No conceito de aplicações descentralizadas, temos o Arcade City, um aplicativo de carona completamente P2P. Imaginem o Uber sem o Uber por trás. Passageiros e motoristas se encontram por meio dessa tecnologia eliminando o terceiro para intermediar a transação.

Outro exemplo semelhante: OpenBazaar, um mercado online realmente livre. Um marketplace como Ebay e MercadoLivre, mas sem as empresas levando uma comissão. Vendedores e compradores transacionando diretamente entre si sem nenhum intermediário no caminho. E a forma de pagamento? Criptomoedas.

Algumas empresas estão migrando o controle da cadeia de suprimentos (supply chain) para blockchain. Outras utilizam o alto grau da imutabilidade das informações registradas inseridas num blockchain para comprovar a autenticidade de seus produtos de modo a combater o contrabando e a falsificação. A indústria do tabaco certamente tem muito a ganhar com este uso.

Segundo os mais entusiastas, até mesmo a corrupção pode ser debelada pelo blockchain. A comprovação de autenticidade em votações também é um uso bastante potencial, capaz de assegurar a integridade de um processo crucial em qualquer democracia moderna.

Há também um crescente interesse na gestão de identidade por meio de blockchains. Diversas empresas estão desenvolvendo aplicações para registrar, proteger e gerir a identidade de forma segura em um ambiente digital.

Em processos empresariais, governança é outra aplicação importante da tecnologia. Gestão e preservação da autenticidade de documentos, contratos, data room, são usos promissores do blockchain.

Entidades supranacionais também estão engajadas em adotar a tecnologia para as mais variadas finalidades. As Nações Unidas lançaram uma iniciativa global chamada UN-Blockchain que visa coordenar e aproximar os esforços de suas agências espalhas pelo planeta em vertentes como serviços financeiros, identidade digital, contratos inteligentes e cadeia de suprimentos.

Tudo o que foi dito acima são apenas alguns dos exemplos reais e potenciais dessa tecnologia promissora. Contudo, toda semana novas aplicações surgem, novos projetos, novas criações, novas invenções. O ritmo de inovação é nada menos que alucinante. Uma das palavras chaves da tecnologia do 00 é desintermediação. Por meio de plataformas abertas e asseguradas graças à colaboração maciça entre desconhecidos em uma rede P2P, a disrupção tecnológica poderá bater à porta de indústrias até hoje intocadas.

Se bitcoin e demais criptomoedas são a disrupção do dinheiro, blockchain é a disrupção de absolutamente tudo.

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