O status das criptomoedas e Blockchain até setembro de 2019

O status das criptomoedas e Blockchain até setembro de 2019

Mercado e Tendências
3 de outubro de 2019 por Paulo Junqueira
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Sem nenhuma dúvida, o ano de 2018, foi muito traumático para as criptomoedas. O Bitcoin até metade de 2019 perdeu 75% do seu valor máximo alcançado em dezembro de 2017. O mesmo aconteceu com outras criptomoedas e, em alguns casos, a perda de valor foi ainda maior. Muitos investidores com um largo apetite para ganhos
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Sem nenhuma dúvida, o ano de 2018, foi muito traumático para as criptomoedas. O Bitcoin até metade de 2019 perdeu 75% do seu valor máximo alcançado em dezembro de 2017. O mesmo aconteceu com outras criptomoedas e, em alguns casos, a perda de valor foi ainda maior.

Muitos investidores com um largo apetite para ganhos extraordinários, trocaram seus investimentos para outros ativos, mas muitos Hodlers permanecem vivos e, felizmente, novos entrantes que possuem um nível de conhecimento mais avançado comparado a anteriormente, – notoriamente sobre do que se trata essa nova plataforma tecnológica e quais benefícios ela pode trazer além do ganho de capital, – estão entrando, fato demonstrado pela  recuperação de valor da moedas e do Market Cap de todo o segmento.

Diante desse cenário, fica a pergunta: como o setor está se organizando?

O mercado já sabe que o movimento institucional está em marcha, projetos baseados em plataforma Blockchain estão em desenvolvimento, governos estão de olho, seja no âmbito regulatório, ou até mesmo para melhorar sua eficiência de custos e processos. Mas além disso, também existe uma ansiedade sobre uma futura aprovação de um ETF, e a tendência positiva e contínua da introdução das Stablecoins.

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Ao lembrar do primeiro momento de atração de investidores por criptomoedas, esse se demonstrava somente para os investidores individuais com alto conhecimento tecnológico. Aliado ao fato de ser um setor que nunca foi testado e muito menos é regulado, pode até ser comparado ao velho oeste da vida real.

Entretanto, esse estigma vem perdendo força à medida que a população está sendo educada. O conhecimento sem nenhuma dúvida espanta o medo, mas ainda estamos pendentes de um ambiente regulatório claro, para trazer a transparência e segurança que o investidor demanda.

Agora a estória já é escrita de forma bem diferente. Apesar da estupenda queda como foi mencionado, muitas moedas resistiram ao tempo e não sucumbiram. Essa resiliência deu ânimo ao mercado, tanto a do investidor individual, como do institucional. Novos fundos e produtos financeiros para o mercado institucional estão abrindo.

A Bloomberg relata que as mineradoras adotaram a profissionalização de seus modos de transação, estabelecendo vendas regulares de moedas por meio de suas próprias mesas e operações de liquidez em muitos casos, enquanto anteriormente poderiam ter esperado uma manifestação do mercado para vender um suprimento de tokens em uma bolsa externa.

A diminuição da volatidade dos ativos digitais, apesar de ainda ser muito alta, também favorece a entrada do capital institucional. As transações feitas de forma privada também se configuram como um atrativo, já que nelas o preço do token não é alterado e o mesmo pode ser combinado de antemão, diminuindo riscos inerentes ao processo.

Apesar de existirem os pessimistas e os que duvidem de sua ascensão, o mercado de Blockchain continua a crescer, mesmo com a queda e alta volatidade de preços. É fato que o mercado retomou o crescimento e hoje estamos com o preço do Bitcoin em aproximados R$ 35.000,00. Isso é mais uma demonstração na qual Bitcoin e as demais criptomoedas não deverão sair de cena.

O Blockchain, a tecnologia subjacente a muitas criptomoedas, está se disseminando além do mercado especulativo. Empresas estão ainda estão em um processo de descobrir todo o potencial do Blockchain e com o tempo saberão o utilizar de forma produtiva e com retorno. Espera-se que governos e reguladores lidem com a melhor maneira de facilitar e controlar os tokens digitais.

Sobre o Autor:

Paulo Junqueira – Paulo Junqueira é um gestor com mais de 15 anos de experiência em consultoria de gestão estratégica e organizacional. Atua no mercado de criptomoedas desde 2016 e atualmente presta consultoria para startups que pretendem lançar ICO, IEO e/ou STO. Formado em Administração Pública pela FGV em 2002 e mestrado em 2005 pela Universidade de Barcelona. 

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são de responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião da XDEX ou de seus controladores.

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