Os bancos e a entrada das Fintechs em serviços financeiros

Os bancos e a entrada das Fintechs em serviços financeiros

Tecnologia
19 de agosto de 2019 por Paulo Junqueira
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Nos últimos anos, a inovação orientada por tecnologia em serviços financeiros, ou Fintech, tem atraído cada vez mais atenção do mercado. De acordo com o estudo do comitê financeiro de Basel, que faz supervisão bancária, identificam que os desenvolvimentos de Fintech estão fluidos, e os possíveis impactos sobre os bancos e seus modelos de negócios
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Nos últimos anos, a inovação orientada por tecnologia em serviços financeiros, ou Fintech, tem atraído cada vez mais atenção do mercado. De acordo com o estudo do comitê financeiro de Basel, que faz supervisão bancária, identificam que os desenvolvimentos de Fintech estão fluidos, e os possíveis impactos sobre os bancos e seus modelos de negócios ainda é incerto.

Mas alguns observadores do mercado estimam que entre 10-40% das receitas e 20-60% dos lucros de bancos de varejo estarão em risco nos próximos 10 anos.

Um tema comum entre os vários cenários é que os bancos terão cada vez mais dificuldade em manter seus modelos operacionais atuais, dadas as mudanças tecnológicas e as exigências dos clientes.

Especialistas desse meio opinam que o futuro do setor bancário envolverá cada vez mais uma batalha pelo relacionamento com o cliente. A posição atual dos bancos de varejo será desafiada em função da tecnologia emergente e demandas dos clientes.

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Os bancos também já reconhecem a necessidade de aprofundar os relacionamentos com os clientes e focar mais nos resultados específicos de cada um individualmente.

É fato que a maior transferência de conhecimento global, melhores práticas e inovações serão através de novos entrantes no mercado – parcerias de terceiros e intermediários – e não por instituições bancárias tradicionais.

O sistema bancário percebeu que atualmente ele deve se organizar em torno do cliente ao invés de produtos e canais de atendimento. Entretanto, devido ao tamanho dessas organizações, a mudança de cultura leva tempo e esse é um grande risco para eles. Hoje é necessário ver o cliente como único, as ofertas têm que se adaptar às necessidades individuais e não mais empurrar produtos de prateleira.

Paulo Junqueira – Paulo Junqueira é um gestor com mais de 15 anos de experiência em consultoria de gestão estratégica e organizacional. Atua no mercado de criptomoedas desde 2016 e atualmente presta consultoria para startups que pretendem lançar ICO, IEO e/ou STO. Formado em Administração Pública pela FGV em 2002 e mestrado em 2005 pela Universidade de Barcelona.

Importante: os comentários e opiniões contidos neste texto são de responsabilidade do autor e não necessariamente refletem a opinião da XDEX ou de seus controladores.

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