Por que o investidor está usando Bitcoin como hedge em meio à Guerra Comercial

Por que o investidor está usando Bitcoin como hedge em meio à Guerra Comercial

Mercado e Tendências
19 de novembro de 2019 por XDEX
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A Guerra Comercial vem causando preocupações em todo o mundo desde o início de 2018, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, fez o primeiro anúncio de tarifas sobre produtos da China. Desde então uma série de tentativas de acordos aconteceram, mas a disputa comercial segue sem uma solução concreta. Na prática, com o aumento
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A Guerra Comercial vem causando preocupações em todo o mundo desde o início de 2018, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, fez o primeiro anúncio de tarifas sobre produtos da China. Desde então uma série de tentativas de acordos aconteceram, mas a disputa comercial segue sem uma solução concreta. Na prática, com o aumento de tarifas, Trump dificulta a entrada de produtos chineses no país e estimula a produção interna.

Em agosto deste ano, no entanto, a tensão entre os dois países piorou. De uma disputa comercial, o conflito passou para o âmbito cambial. A China foi acusada de manipulação quando o Banco Popular da China (PBOC) desvalorizou fortemente o yuan em reação a uma nova imposição de tarifas por parte dos EUA. A alíquota sobre produtos chineses chegou a 25%.

Ao contrário de outros bancos centrais, o PBOC não é independente e enfrenta reivindicações de interferência quando grandes movimentos ocorrem no yuan.

“A primeira medida do governo chinês foi desvalorizar o yuan pensando em quem está lá e não nos EUA, facilitando a exportação. Mas isso não gerou boas reações nos mercados. Por aqui, por exemplo, a paridade dólar-real é definida pelo mercado, por meio de oferta e demanda. Às vezes, o Banco Central age comprando ou vendendo, mas na China o governo controla. Então, agiu dessa maneira, já que o americano importa muito mais da China do que ao contrário”, explica Paulo Junqueira, especialista em Blockchain e Criptomoedas.

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A bolsa de valores chinesa reagiu muito mal com a medida drástica do governo, sem contar que a atitude está passível de uma retaliação do FMI (Fundo Monetário Internacional). “A China depende muito da manufatura, ela não tem o setor de serviços tão desenvolvido como os EUA, portanto, se o país não produzir e vender, trava” explica Junqueira.

Diante dessa situação, os investidores estão buscando novas maneiras de proteger seus portfólios em meio às incertezas – e nesse cenário o bitcoin ganha espaço. “Isso porque os investidores buscam mecanismos financeiros de hedge e o bitcoin é utilizado como proteção versus o câmbio ao invés do tradicional ouro, antes muito popular”, explica Junqueira.

O Bitcoin está cada vez mais se movendo na direção oposta ao yuan, sugerindo que pode ter se tornado uma alternativa segura para as pessoas que protegem a depreciação da moeda chinesa.  De acordo com uma análise da Bloomberg sobre os preços em mais de 30 dias, a correlação negativa entre o yuan e o bitcoin caiu para um recorde nos últimos sete dias.

“Há evidências disso, porque os investidores na Ásia estavam pagando mais pelo Bitcoin do que em outros lugares quando o yuan caiu. Você pode ver isso no preço pago no Bitcoin em trocas no Huobi [bolsa de criptomoedas sediada em Singapura] que atendem principalmente aos chineses”, afirmou o Dr. Garrick Hileman, pesquisador da London School of Economics e diretor de pesquisa da Blockchain.com, em entrevista ao site.

A criptomoeda é bastante popular na China e sua rentabilidade está mais atrativa do que a do ouro. “O bitcoin tem uma liquidez alta e pode ser comparado ao ouro porque tem algumas características similares como o limite de emissão, é finito. Possui reserva de valor, é diferente de imprimir dinheiro. Então, diversificar a carteira com a criptomoeda, ainda mais nesse cenário, faz muito sentido”, diz Junqueira.

Em meio à guerra comercial, as empresas americanas continuam precisando importar produto, esse movimento do governo sai caro para a economia e afeta o mercado – mais um motivo para os investidores se protegerem.

Embora aqui no Brasil os investidores ainda não sejam tão favoráveis às criptomoedas, aos poucos as pessoas estão entendendo a importância de diversificar e a atuação de exchanges sérias como a XDEX auxiliam esse movimento. “A aceitação no Brasil está cada vez melhor. A criptomoeda é mais um ativo que o investidor pode fazer uso para se beneficiar – e diversificar o portfólio é crucial”, afirma Junqueira.

Na XDEX o investidor encontra taxa zero para comprar e vender bitcoin e ainda pode aproveitar a guerra comercial para se beneficiar. Abra uma conta na XDEX – é de graça.

 

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