Wallets de criptomoedas

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Carteiras de bitcoin

Ao falar do bitcoins, já sabemos de suas inúmeras inovações. Entretanto, existe um grande risco de não armazenar com segurança as suas criptomoedas, o que pode acarretar na perda das mesmas.

Não faltam notícias sobre usuários que foram displicentes com o armazenamento de suas senhas e acabaram tendo elas extraviadas ou, simplesmente, esqueceram-nas, acarretando na perda total de seus fundos. Dessa forma, não subestime a importância da segurança ao comprar, vender e armazenar suas criptomoedas.

A XDEX é uma corretora com um modelo diferenciado do mercado. Na XDEX a entrada e saída de recursos ocorre apenas em Reais. Através desse modelo, a custódia das criptomoedas pode ser mais amigável para muitos investidores que estão buscando praticidade ao se expor nessa nova classe de ativos. Também, pode ser para muitas pessoas uma forma muito mais segura, dado que o investidor não corre o risco de perder suas moedas como descreveremos no artigo.

Simplificando, uma carteira digital (digital wallet) armazena as suas “contas” no Bitcoin. Na verdade, uma conta no sistema é denominada endereço público, uma simples sequência alfanumérica (ex.: 1EbBaN1o6Jr6kd2WXLUGHVwrGHV1rFQwqx), com a qual pode-se receber fundos de qualquer um. Quando você quer receber ou enviar bitcoins a alguém, esse é o endereço usado.

Muito importante: jamais escreva à mão esse endereço ao passar para outra pessoa. Cada número e letra (maiúsculas e minúsculas) faz parte do endereço. Qualquer erro e a transação será enviada para outra conta. Quando for repassar adiante, copie e cole. Copie e cole. Não escreva à mão. Ao copiar e colar, confira se os caracteres foram copiados corretamente, pois existem vírus que podem trocar o endereço nesse momento.

Com uma carteira você pode criar quantos endereços públicos você quiser. Aliás, a maior parte das soluções de carteiras atualmente tem como padrão não reutilizar endereços públicos, sempre gerando uma nova “conta” para cada nova transação.

Reprisando, o endereço público você pode compartilhar com qualquer pessoa quando precisar receber fundos.

O que uma carteira digital armazena, em realidade, são as senhas associadas a cada um desses endereços públicos. Tais senhas são chamadas de chaves privadas. As senhas (chaves privadas) não podem ser reveladas a ninguém, pois elas dão acesso a todos os seus fundos na carteira. Abaixo será explicado como fazer backups das chaves privadas.

Há diversos tipos de carteiras disponíveis no mercado. Muitas são gratuitas, outras são dispositivos em hardware que devem ser adquiridas com o fabricante.

Em termos de segurança de custódia, não há uma solução única. Especialmente para aqueles que estão dispostos a alocar um capital mais relevante, é importante adotar mais de uma solução, diversificando o risco de custódia.

Há sempre um trade-off entre acessibilidade e segurança. Carteiras mais facilmente acessíveis, como as que funcionam em simples aplicativo de smartphone, são menos seguras que carteiras de papel (paper-wallets). Denomina-se hot wallet as soluções que oferecem uma rápida e fácil acessibilidade – as carteiras mais “online” – e cold wallet as que exigem mais passos para poderem ser acessadas – estão geralmente mantidas em ambiente off-line.

Opções de carteiras de bitcoin

Software padrão do Bitcoin (Bitcoin Core Client): esta é a solução padrão do sistema. Você precisa baixar e instalar o software no desktop. Para o uso frequente, é um sitema menos amigável e, caso o seu computador seja hackeado, sua senha pode ser roubada. É considerada uma hot wallet e o seu backup não é tão simples de realizar. Um exemplo desse sistema é a Electrum e a Exodus.

Aplicativos em smartphone: há diversas como a blockchain.info, Samourai, Mycelium. Fáceis de usar. Hot wallets. Algumas oferecem acesso via web também, como a blockchain.info.

MultiSig (assinaturas múltiplas): algumas carteiras oferecem a possibilidade de multisig, isto é, carteiras em que é exigido mais de uma assinatura para realizar uma transação. Significa uma camada de segurança adicional. A BitGo é a líder nesta solução. A empresa também possui um app para smartphone.

Hardware wallets: das opções em hardware, as mais conhecidas são a Ledger e a Trezor. No exterior são mais fáceis de serem adquiridas. Em território nacional, é preciso vasculhar um pouco pela internet para encontrar distribuidores. Podem ser consideradas um meio termo entre hot e cold wallet.

Paper Wallets: carteiras geradas por um software em que você ou anota ou imprime o endereço público e a chave privada. Uma solução é esta: www.bitcoinpaperwallet.com

Opendime: esta é uma solução bastante engenhosa. Trata-se de um pendrive que armazena a chave privada sem revelá-la enquanto não se quebrar o lacre. Funciona como se fosse um cofrinho: é possível depositar bitcoins, visualizar o saldo, passar de mão em mão, mas só é possível mover as moedas nele contidas quebrando o cofre. O Opendime é uma espécie de PaperWallet, porém mais segura, pois a geração de uma nova chave privada ocorre dentro do hardware.

Boas práticas

A primeira tarefa antes de usar qualquer carteira é a de realizar o backup desta. De que forma? Atualmente, a maior parte das carteiras utiliza um método de geração de chaves privadas que basta você anotar 12 ou 24 palavras aleatórias e, caso seu celular seja roubado, sua Ledger ou Trezor seja extraviada, é possível restaurar a carteira em quase qualquer software.

As carteiras que oferecem backup usando 12 ou 24 palavras são chamadas de carteiras HD (hierarquical deterministic wallets).

Obviamente, uma vez anotadas as palavras, guarde-as em local seguro (algum cofre, gaveta, armário, etc). Repito: antes de usar uma carteira para receber fundos, anote as palavras de recuperação. Esse será seu backup.

O envio de uma transação à rede é instantâneo, porém, leva em média dez minutos para ser confirmada. Recomenda-se esperar mais de três confirmações (cerca de 30 minutos) para considerar uma transação irreversível, especialmente para transferências de valores relevantes.

Quando for transacionar somas mais expressivas, faça primeiro uma transação “teste” com um valor menor em vez de enviar tudo de uma vez. Minimiza-se, assim, o risco de perdas por algum erro na hora de efetuar a transferência.

E as demais criptomoedas?

O principal foco desse capítulo é o bitcoin tendo em vista que ele é a criptomoeda mais importante, que possui mais liquidez e melhores e mais diversificadas formas e soluções de armazenamento.

Em geral, a sistemática de uso das altcoins como ether (da Ethereum), litecoin, monero, dash, etc., funciona similarmente a do bitcoin. Contudo, as demais moedas digitais oferecem menos alternativas de carteiras: algumas oferecem, apenas, o software padrão. Dessa forma, verifica-se um maior grau de dificuldade de realizar a custódia por conta própria.

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Sobre o Autor:

Equipe XDEX

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