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Bem-vindos a XDEX exchange de criptomoedas

O advento da internet transformou o mundo de forma irreversível. Ao prover uma via de comunicação onde as informações fluem livremente, a rede de computadores eliminou fronteiras, aproximou pessoas, conectou nações. Possibilitou o surgimento de novos modelos de negócios, e selou o destino de outros. Ainda sentimos os efeitos dessa grande invenção depois de mais de duas décadas do início de sua era comercial.

Toda nova tecnologia traz consigo promessas, idealismos, mas também ceticismo, descrença. Praticamente todas as grandes revoluções tecnológicas suscitaram sentimentos ambivalentes.

 

Evolução tecnológica

O telégrafo prometia conectar o mundo, mas só o faria se alguém se dispusesse a construir toda a infraestrutura necessária. A energia elétrica era revolucionária, mas quando surgiu não havia usos reais para aplicá-la na prática. O automóvel era muito mais rápido e eficiente que o cavalo, mas não haviam ruas para ele trafegar. O que dizer do avião? Quem em sã consciência se sujeitaria a literalmente voar pelos ares? Computadores jamais seriam usados por pessoas comuns, pois ninguém desperdiçaria um cômodo inteiro de casa apenas para ter um mainframe doméstico.

A própria internet enfrentou uma boa dose de incredulidade, com previsões memoráveis como a do economista Paul Krugman, em 1997, afirmando que “o impacto da internet na economia mundial seria tão relevante quanto o da máquina de fax”.

O fato é que toda nova tecnologia, especialmente as mais promissoras, provoca opiniões extremadas de ambos os lados, tanto dos entusiastas quanto dos céticos. O pessimismo, em parte, é justificado. No início dos anos 1990, qual era utilidade do e-mail quando quase ninguém tinha um endereço eletrônico? Nem precisamos relembrar as ingratas tarefas de lograr uma conexão à internet e de configurar um servidor de e-mail. Aos olhos dos mais leigos, os obstáculos momentâneos parecem sempre intransponíveis.

Contudo, mesmo os especialistas da área por vezes se equivocam. Ninguém menos que Bill Gates subestimou a força da internet e se viu obrigado a redirecionar o foco de sua empresa após se dar conta que a rede mundial de computadores era de fato o futuro e o presente.

Prever como uma nova tecnologia evoluirá ou como se dará a sua adoção é um ato repleto de incerteza, mais arte que ciência, porque depende, basicamente, do comportamento humano. E este, por definição, é imprevisível.

Mas a evolução também é dependente do comportamento humano, ou, melhor, da dedicação de alguns indivíduos de criar, inventar, resolver, surpreender.

 

Blockchain: tecnologia disruptiva

A tecnologia do blockchain, iniciada com o bitcoin, é o resultado direto da evolução da própria internet. Embora possa parecer que tenha surgido do nada, a invenção do bitcoin está alicerçada em décadas de pesquisa em ciência da computação e redes distribuídas.

O blockchain é considerado uma tecnologia de disrupção, e uma das primeiras aplicações dessa invenção é justamente no mundo financeiro, como um sistema de pagamentos com um ativo digital global.

Esta é uma das razões pela qual a tecnologia por vezes enfrenta resistência: na era da internet, o mundo financeiro ainda não havia sofrido uma verdadeira “disrupção tecnológica”. A outra razão é pelo bitcoin autointitular-se um “dinheiro puramente eletrônico”, o que faz a compreensão do fenômeno esvair-se em infindáveis debates sobre se este é ou não moeda – por mais que a lei seja inequívoca nesse sentido.

 

As aplicações do blockchain

Mas no mundo financeiro as aplicações do blockchain vão muito além de um sistema de pagamentos global. Podemos estar testemunhando a digitalização das finanças (ou a “tokenização” dos ativos), em que emissões de dívida ocorrerão em blockchain, assim como ofertas públicas de ações, ou simples negociação e registro de ativos. Entidades de liquidação e custódia, instituições depositárias, migrarão a essa tecnologia. Ou, talvez, seus modelos de negócio nem façam mais sentido num futuro em que o blockchain esteja amplamente em uso.

No campo do direito, os contratos inteligentes (smart contracts) começam a ganhar adeptos – uma área em que as soluções em blockchain florescem -, assim como os serviços de notarização digital, para comprovação de autenticidade e existência de documentos, contratos, marcas, patentes ou ideias.

Outra aplicação promissora é a gestão de identidades digitais. Apesar de a internet ser uma realidade há décadas, ainda utilizamos de forma incômoda muitos dispositivos criados no mundo “pré-digital”. Entre os quais podemos citar as cédulas de identidade em papel, cartões de crédito, certidões, certificados, diplomas entre outros. Quem sabe, no futuro, não tenhamos uma identidade digital e que uma boa parte do nosso histórico de vida possa estar atrelada a essa identidade e comprovada com plena segurança e privacidade.

 

A internet do valor

Para os mais entusiastas a invenção do blockchain é tão promissora que seria mais correto definir como uma nova internet: a internet do valor. Hoje, afirmar que a tecnologia do blockchain é apenas dinheiro digital seria como reduzir toda a internet ao simples correio eletrônico.

A grande verdade é que o aparecimento da rede mundial de computadores quebrou diversos paradigmas – se não foram quebrados por completo, ao menos algumas brechas estão sendo abertas.

Igualmente, a tecnologia do blockchain já desafia alguns padrões seculares. Ou, ironicamente, pode significar o retorno de alguns paradigmas ainda mais antigos.

Por exemplo, até a Primeira Guerra Mundial, passaportes eram raridade e havia um livre fluxo de pessoas. Controles cambiais eram igualmente incomuns, o capital fluía sem restrições, facilitado pelo padrão monetário baseado no ouro, a última moeda realmente global. Ações ou títulos de dívida eram “ao portador”, a posse do documento implicava propriedade.

Assim como a internet fez para a comunicação – derrubando fronteiras artificialmente erguidas por países -, o blockchain poderá fazer para a economia, para as finanças.

 

O futuro do dinheiro

No futuro, talvez tenhamos um dinheiro realmente global – e eletrônico – sendo usado juntamente com as moedas nacionais. Quem sabe os ativos financeiros, valores mobiliários, serão criados, negociados, e assegurados em blockchain? Tudo isso num mundo em que tais tokens serão novamente considerados “ao portador”, podendo ser transferidos entre fronteiras, ou como se estas nem existissem, sem fricção e com enorme eficiência?

E se, de repente, blockchain não for justamente a continuação da tendência iniciada pela internet, isto é, a de aproximar pessoas, estreitar relações comerciais, aplanar o mundo criando oportunidades para quem estiver disposto a aceitar a mudança?

E se todo o potencial do blockchain se tornar realidade, seremos protagonistas ou coadjuvantes? Certeza do futuro, não temos. Mas estar à margem dele, não é uma opção.

Onde a invenção das criptomoedas e do blockchain pode nos levar, não sabemos. Mas queremos estar a bordo dessa transformação tecnológica, ajudando a navegar e participando ativamente da construção desse futuro.

Blog XDEX - Boas vindas do Fernando Ulrich mobile - exchange bitcoin e criptomoedas

Criptomoedas: nossa contribuição

Nossa primeira iniciativa é a plataforma de negociação de criptomoedas, o que também chamamos de ativos digitais.

Oferecer acesso a este novo mundo é a nossa missão.

Bem-vindos à XDEX.

Fernando Ulrich
Analista-Chefe da XDEX

 

1 comment
  1. Rodrigo Domingues Brasil
    Rodrigo Domingues Brasil
    outubro 17, 2018 at 5:48 pm

    Meus parabéns Fernando, não só por esta iniciativa mas por apresentar esta nova tecnologia para os Brasileiros. Não podemos ficar para trás.
    Acredito que liberalismo por si não devolveria tão rapidamente o poder para o cidadão novamente, como a blockchain e as criptomoedas irão fazer de forma acelerada.. Obrigado de verdade, por fazer tanto pelas futuras gerações.

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